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As formações das Yabás integra saberes ancestrais, espiritualidade e justiça social, promovendo formações sobre autocuidado, cura e resistência coletiva.
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Este encontro faz parte da conclusão da Segunda Formação Cíclicas e Circulares da @yonidaspretas. E elaborado pela Agnes Karoline, matrigestora das Yabas - Saber e Cura, e junta o encerramento de dois processos muito importante que são os estudos e a especialidade em direitos humanos e lutas sociais com a metodologia do Cíclicas e Circulares de Yoni das Pretas.
O Encontro vai acontecer dia - 4 de Janeiro
Será realizado das 9h às 11h. E online. Quem se inscrever vou enviar informações de acesso.
As mulheres que participarem da oficina receberão um Kit de Proteção, contendo: ervas para escalda-pés, velas, terra para plantio, sementes, um potinho para semear, um fio com miçangas, e um potinho com óleo para massagem. Para aquelas que já possuem esses itens, posso enviar a lista completa. Caso prefiram, também é possível combinar o envio dos materiais mediante acerto de valor.
Esse ambulatório tem como objetivo construir um espaço de Conexão com Saberes Ancestrais e Cultura para nos reconectarmos com tecnologias de cuidado ancestral e também ser um espaço de troca que valorize nossas heranças afro-brasileiras.
Para Ana Primavesi, renomada agrônoma e pioneira da agroecologia, regeneração é um processo de restaurar a saúde dos solos e dos ecossistemas, promovendo um ciclo de vida sustentável e auto-regenerativo na agricultura. No contexto de sua obra, ela vê o solo como um organismo vivo que deve ser nutrido para manter seu equilíbrio natural, preservando a biodiversidade e promovendo a vida microbiológica.
Primavesi acreditava que a regeneração do solo envolve práticas agrícolas que respeitam e sustentam a natureza, como a manutenção da cobertura vegetal, a rotação de culturas, o uso mínimo de químicos e o manejo cuidadoso dos recursos naturais. Esse processo visa reestabelecer a fertilidade do solo, melhorar sua estrutura, aumentar a retenção de água e permitir que ele se regenere naturalmente, mantendo-se produtivo e resiliente.
A regeneração segundo Ana Primavesi vai além do solo; envolve um entendimento profundo da interdependência entre os ecossistemas, onde o solo saudável é a base para a saúde das plantas, dos animais e, consequentemente, dos seres humanos. É um conceito que reflete uma visão holística, buscando a harmonia entre agricultura e natureza para um desenvolvimento verdadeiramente sustentável.
A regeneração da terra, como discutida por Ana Primavesi, encontra um paralelo poderoso na mitologia de Nanã, a orixá associada à lama, à criação e à sabedoria ancestral. Segundo Primavesi, o solo precisa ser cuidado para se regenerar, respeitando seus ciclos e elementos naturais para que ele possa sustentar a vida de forma saudável e abundante. Da mesma forma, Nanã simboliza a matéria-prima da criação, a lama, que é ao mesmo tempo fonte de vida e morte, transformação e renascimento.
Assim como o solo que se regenera ao ser tratado com respeito e cuidado, Nanã ensina que a cura e a renovação vêm do retorno às origens, da aceitação das forças naturais e da conexão com a terra e seus ciclos. Ela nos lembra que o processo de cura e de crescimento exige paciência e respeito ao tempo da natureza.
A regeneração, portanto, não é apenas um processo biológico, mas um retorno aos saberes ancestrais e à reverência pela natureza, reconhecendo que nossa relação com a terra é simbiótica. Cuidamos dela para que ela nos cuide, assim como Nanã molda e transforma o que toca, perpetuando o ciclo vital.
Os valores civilizatórios Afro-Brasileiros de Ancestralidade, do Matriarcado, da musicalidade e da energia vital nos ensinam com sabedoria ancestral e cura. Contudo a proposta é nos olharmos para trás como a Sankofa e nos itãs das Yabás e da filosofia ioruba e com as tecnologia de cuidado ancestral regenerar nossas moléculas, e abrir espaços em nosso ser para nutrir o nosso presente!
O Círculo de Saberes e Resistências é um espaço de encontro, reflexão e fortalecimento, criado para promover a troca de conhecimentos ancestrais e reafirmar a luta das mulheres negras, dos povos tradicionais de matriz africana e de todas as pessoas que carregam a espiritualidade e a resistência como princípios de vida.
Inspirado nas Yabás, divindades femininas do panteão afro-brasileiro, o Círculo busca aprofundar saberes sobre autocuidado, autoamor, cura e proteção coletiva, a partir das experiências compartilhadas por mulheres cis, trans, travestis e pessoas não-binárias.
Com sete encontros ao longo de 2025, cada edição está conectada a uma data histórica e uma temática relevante, fortalecendo o vínculo entre espiritualidade, ancestralidade e justiça social. Os temas abordados incluem a luta contra a intolerância religiosa, a valorização das tradições africanas, a memória da resistência negra e indígena, o direito à existência plena da população LGBTQIA+ dentro dos terreiros e a força das mulheres negras na história.
O Círculo tem um caráter formativo, promovendo leituras e discussões sobre obras como Mulheres e as Deusas, de Renato Nogueira, A Invenção das Mulheres, de Oyęrónkẹ́ Oyẹ́wùmí, e A Mulher Sagrada, de Queen Afua, além das metodologias das Promotoras Legais Populares, Cíclicas e Circulares de Yoni das Pretas e a Agenda Yabás - Saber e Cura 2025.
O solo, a terra, é nossa mãe.
É fonte de vida, sustento e ancestralidade.
É ela que nos conecta ao passado, ao presente e ao futuro, nos guiando para um caminho de resistência e cuidado.
O Solo Vivo será esse espaço de adubação coletiva, inspirado nos valores do matriarcado das comunidades tradicionais de terreiro. Um lugar para conhecer juntas/os a história das grandes Yas que vivem no Ayê e das grandes Yabás que nos sustentam aqui e no Orum.
Quando:
Encontro 1
Data: 06/10/2025 (segunda-feira)
Tema: Abertura – O Solo Vivo e o Matriarcado
Encontro 2
Data: 28/10/2025 (terça-feira)
Tema: Histórias das Iyas e Resistência
Encontro 3
Data: 12/11/2025 (quarta-feira)
Tema: O que as folhas cantam e o poder das folhas.
Encontro 4
Data: 24/11/2025 (segunda)
Tema: Nego Bispo – A terra dá, a terra quer
Encontro 5
Data: 02/12/2025 (dezembro)
Tema: Mestre Joelson – Terra e território como identidade
Encontro 6
Data: 06/12/2025 (sábado)
Tema: Síntese e preparação para o módulo prático Plantar é Axé
Ao longo dos encontros, vamos:
Refletir com Ana Primavesi, que nos apresenta o solo como organismo dinâmico e pulsante, que precisa de cuidado para ser fértil;
Dialogar com Nego Bispo em A terra dá, a terra quer e com Mestre Joelson em Terra e Território, para pensar tecnologias ancestrais e a relação íntima entre o indivíduo e o lugar que habita;
Cultivar a visão de que o solo não é apenas chão, mas fonte de identidade, memória e futuro.
Extensão prática:
Após o ciclo inicial de estudos, teremos o módulo “Plantar é Axé”, com oficinas presenciais de plantio, cultivo e usos de ervas medicinais.
Práticas de horta comunitária;
Preparação de chás, banhos e remédios caseiros;
Saberes tradicionais sobre plantas sagradas.
Agnes Karoline de Farias Castro – Especialista em direitos humanos e lutas sociais (Unifesp), educadora popular, ativista de direitos humanos e matrigestora do projeto Yabás – Saber e Cura.
Atua há mais de 10 anos em movimentos sociais e organizações do terceiro setor, com experiência em gênero, direito à cidade, segurança digital e cuidados ancestrais.
O Plano Ori’ri – Saber é mais que um grupo de estudos.
É um chamado para cultivar o conhecimento como quem prepara a terra — para que dela brotem cuidado, memória, ervas e futuro.
O solo, a terra, é nossa mãe.
É fonte de vida, sustento e ancestralidade.
É ela que nos conecta ao passado, ao presente e ao futuro, nos guiando para um caminho de resistência e cuidado.
O Solo Vivo será esse espaço de adubação coletiva, inspirado nos valores do matriarcado das comunidades tradicionais de terreiro. Um lugar para conhecer juntas/os a história das grandes Yas que vivem no Ayê e das grandes Yabás que nos sustentam aqui e no Orum.
Quando:
Encontro 1
Data: 06/10/2025 (segunda-feira)
Tema: Abertura – O Solo Vivo e o Matriarcado
Encontro 2
Data: 28/10/2025 (terça-feira)
Tema: Histórias das Iyas e Resistência
Encontro 3
Data: 12/11/2025 (quarta-feira)
Tema: O que as folhas cantam e o poder das folhas.
Encontro 4
Data: 24/11/2025 (segunda)
Tema: Nego Bispo – A terra dá, a terra quer
Encontro 5
Data: 02/12/2025 (dezembro)
Tema: Mestre Joelson – Terra e território como identidade
Encontro 6
Data: 06/12/2025 (sábado)
Tema: Síntese e preparação para o módulo prático Plantar é Axé
Ao longo dos encontros, vamos:
Refletir com Ana Primavesi, que nos apresenta o solo como organismo dinâmico e pulsante, que precisa de cuidado para ser fértil;
Dialogar com Nego Bispo em A terra dá, a terra quer e com Mestre Joelson em Terra e Território, para pensar tecnologias ancestrais e a relação íntima entre o indivíduo e o lugar que habita;
Cultivar a visão de que o solo não é apenas chão, mas fonte de identidade, memória e futuro.
Extensão prática:
Após o ciclo inicial de estudos, teremos o módulo “Plantar é Axé”, com oficinas presenciais de plantio, cultivo e usos de ervas medicinais.
Práticas de horta comunitária;
Preparação de chás, banhos e remédios caseiros;
Saberes tradicionais sobre plantas sagradas.
Agnes Karoline de Farias Castro – Especialista em direitos humanos e lutas sociais (Unifesp), educadora popular, ativista de direitos humanos e matrigestora do projeto Yabás – Saber e Cura.
Atua há mais de 10 anos em movimentos sociais e organizações do terceiro setor, com experiência em gênero, direito à cidade, segurança digital e cuidados ancestrais.
O Plano Ori’ri – Saber é mais que um grupo de estudos.
É um chamado para cultivar o conhecimento como quem prepara a terra — para que dela brotem cuidado, memória, ervas e futuro.
O Círculo de Saberes e Resistências é um espaço de encontro, reflexão e fortalecimento, criado para promover a troca de conhecimentos ancestrais e reafirmar a luta das mulheres negras, dos povos tradicionais de matriz africana e de todas as pessoas que carregam a espiritualidade e a resistência como princípios de vida.
Inspirado nas Yabás, divindades femininas do panteão afro-brasileiro, o Círculo busca aprofundar saberes sobre autocuidado, autoamor, cura e proteção coletiva, a partir das experiências compartilhadas por mulheres cis, trans, travestis e pessoas não-binárias.
Com sete encontros ao longo de 2025, cada edição está conectada a uma data histórica e uma temática relevante, fortalecendo o vínculo entre espiritualidade, ancestralidade e justiça social. Os temas abordados incluem a luta contra a intolerância religiosa, a valorização das tradições africanas, a memória da resistência negra e indígena, o direito à existência plena da população LGBTQIA+ dentro dos terreiros e a força das mulheres negras na história.
O Círculo tem um caráter formativo, promovendo leituras e discussões sobre obras como Mulheres e as Deusas, de Renato Nogueira, A Invenção das Mulheres, de Oyęrónkẹ́ Oyẹ́wùmí, e A Mulher Sagrada, de Queen Afua, além das metodologias das Promotoras Legais Populares, Cíclicas e Circulares de Yoni das Pretas e a Agenda Yabás - Saber e Cura 2025.
Este encontro faz parte da conclusão da Segunda Formação Cíclicas e Circulares da @yonidaspretas. E elaborado pela Agnes Karoline, matrigestora das Yabas - Saber e Cura, e junta o encerramento de dois processos muito importante que são os estudos e a especialidade em direitos humanos e lutas sociais com a metodologia do Cíclicas e Circulares de Yoni das Pretas.
O Encontro vai acontecer dia - 4 de Janeiro
Será realizado das 9h às 11h. E online. Quem se inscrever vou enviar informações de acesso.
As mulheres que participarem da oficina receberão um Kit de Proteção, contendo: ervas para escalda-pés, velas, terra para plantio, sementes, um potinho para semear, um fio com miçangas, e um potinho com óleo para massagem. Para aquelas que já possuem esses itens, posso enviar a lista completa. Caso prefiram, também é possível combinar o envio dos materiais mediante acerto de valor.
Esse ambulatório tem como objetivo construir um espaço de Conexão com Saberes Ancestrais e Cultura para nos reconectarmos com tecnologias de cuidado ancestral e também ser um espaço de troca que valorize nossas heranças afro-brasileiras.
Para Ana Primavesi, renomada agrônoma e pioneira da agroecologia, regeneração é um processo de restaurar a saúde dos solos e dos ecossistemas, promovendo um ciclo de vida sustentável e auto-regenerativo na agricultura. No contexto de sua obra, ela vê o solo como um organismo vivo que deve ser nutrido para manter seu equilíbrio natural, preservando a biodiversidade e promovendo a vida microbiológica.
Primavesi acreditava que a regeneração do solo envolve práticas agrícolas que respeitam e sustentam a natureza, como a manutenção da cobertura vegetal, a rotação de culturas, o uso mínimo de químicos e o manejo cuidadoso dos recursos naturais. Esse processo visa reestabelecer a fertilidade do solo, melhorar sua estrutura, aumentar a retenção de água e permitir que ele se regenere naturalmente, mantendo-se produtivo e resiliente.
A regeneração segundo Ana Primavesi vai além do solo; envolve um entendimento profundo da interdependência entre os ecossistemas, onde o solo saudável é a base para a saúde das plantas, dos animais e, consequentemente, dos seres humanos. É um conceito que reflete uma visão holística, buscando a harmonia entre agricultura e natureza para um desenvolvimento verdadeiramente sustentável.
A regeneração da terra, como discutida por Ana Primavesi, encontra um paralelo poderoso na mitologia de Nanã, a orixá associada à lama, à criação e à sabedoria ancestral. Segundo Primavesi, o solo precisa ser cuidado para se regenerar, respeitando seus ciclos e elementos naturais para que ele possa sustentar a vida de forma saudável e abundante. Da mesma forma, Nanã simboliza a matéria-prima da criação, a lama, que é ao mesmo tempo fonte de vida e morte, transformação e renascimento.
Assim como o solo que se regenera ao ser tratado com respeito e cuidado, Nanã ensina que a cura e a renovação vêm do retorno às origens, da aceitação das forças naturais e da conexão com a terra e seus ciclos. Ela nos lembra que o processo de cura e de crescimento exige paciência e respeito ao tempo da natureza.
A regeneração, portanto, não é apenas um processo biológico, mas um retorno aos saberes ancestrais e à reverência pela natureza, reconhecendo que nossa relação com a terra é simbiótica. Cuidamos dela para que ela nos cuide, assim como Nanã molda e transforma o que toca, perpetuando o ciclo vital.
Os valores civilizatórios Afro-Brasileiros de Ancestralidade, do Matriarcado, da musicalidade e da energia vital nos ensinam com sabedoria ancestral e cura. Contudo a proposta é nos olharmos para trás como a Sankofa e nos itãs das Yabás e da filosofia ioruba e com as tecnologia de cuidado ancestral regenerar nossas moléculas, e abrir espaços em nosso ser para nutrir o nosso presente!